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História verdadeira

Recentemente recebemos o chamado de um grande cliente reclamando sobre a detecção de uma falha importante em nosso sistema de medição. Segundo ele, havia uma diferença enorme entre o volume de combustível adquirido pela empresa e o total usado efetivamente no abastecimento da frota, o que evidenciava a medição equivocada.

A alegação disparou todos os alarmes dentro da Korth. Afinal, fazer medições precisas e entregar resultados confiáveis é uma das condições fundamentais do nosso produto. Imediatamente embarcamos no carro, rodamos 1000 Km de distância  e, na manhã seguinte, sentados diante do cliente, escutamos:

“Olha, acabamos de terminar uma obra no Pará que levou dez meses para ser concluída. No final, quando fomos checar os números, percebemos que havia uma diferença de cerca de oito mil litros, que teriam desaparecido. Essa constatação foi feita através do cruzamento de Notas Fiscais da refinaria com o total de combustível que foi utilizado, segundo o apontamento do seu sistema.“

Na hora pensamos: “temos um problema!” Foi aí que perguntamos quantos litros foram utilizados no total daquela obra e, depois de consultar seu ERP, ele respondeu: “Cerca de 1,1 milhões de litros”.

Fazendo as contas percebemos que 8.000 litros correspondiam a cerca de 0,7% do total gasto e que isso era decorrente dos erros de medição do seu processo. Alegamos então que não havia nada de errado, e que, na verdade, seu controle estava muito bom e essa diferença decorria dos erros de medição somados ao longo do seu processo de abastecimento. E ele compreendeu, dizendo:

“Interessante, mas esse não é o número que os diretores esperavam e você vai precisar me ajudar a explicar isso para eles”.

“E qual é o número que a diretoria esperava? “, perguntamos.

“ZERO”, ele respondeu. “Porque em outras obras que temos é esse o número apresentado”.

“Mas nas outras obras vocês têm automação de abastecimento?”, perguntamos em seguida.

“Não”, foi a resposta.

Por mais estranho que pareça, de todos os números que você pode encontrar quando faz a acareação entre os volumes recebidos e os totais usados no abastecimento, ZERO é o pior deles. O ZERO significa que os números que você está trabalhando foram inventados e são falsos, pois na prática é impossível de alcançá-lo.

E por que isso ocorre?

A medição de volume de líquidos é relativamente difícil de ser feita com exatidão. Existem várias tecnologias que permitem realizar essa medição, mas todas apresentam erros, em maior ou menor grau. A medição de volumes de óleo diesel é ainda um pouco mais difícil de ser feita, (quando comparada com água, por exemplo) pois a densidade desse óleo varia muito com a temperatura, impactando diretamente na medição.

ERRO 1 – TEMPERATURA

Independente do fornecedor do combustível, o óleo Diesel dilata e contrai de acordo com a temperatura ambiente. De forma aproximada, a variação do volume é de cerca de 1 litro para cada °C, para cada 1000 litros. Isso quer dizer que se você tem 1000 litros de óleo e a temperatura ambiente subir 1 °C, você passará a ter 1001 litros e se descer 1 °C, você terá 999 litros. É por isso que a nota fiscal da distribuidora marca o volume corrigido à 20°C.

Em um tanque subterrâneo com 20.000L, a temperatura leva muito tempo para ser alterada. São necessários dias para que varie 1 °C, mesmo que o ambiente esteja muito quente ou muito frio. Não ocorre do dia pra noite. Já num tanque aéreo, com volumes menores esse efeito pode ser observado mais rapidamente.

ERRO 2 – MEDIÇÃO DE NÍVEIS

A medição de níveis dos tanques para se calcular o estoque instantâneo na prática traz sempre números muito duvidosos. Além da temperatura, que já tratamos, é preciso também que se considere a quantidade de água e precipitados sólidos no fundo dos tanques (sempre é necessário um procedimento de esgotamento periódico dos tanques) que se formam naturalmente por condensação da umidade do ar e poeira que paira na atmosfera. Também é necessário considerar que a conversão de nível para volume é feita através de um cálculo matemático baseado na geometria do tanque que também possui erros de medição aceitáveis previstos em norma. Raramente é feita uma aferição real do tanque usando-se água, por exemplo. Por fim, a própria régua de medição é imprecisa com resolução de cerca de 0,5 cm que, dependendo do tamanho do tanque, pode impactar bastante no volume medido.

ERRO 3 – BLOCOS MEDIDORES

Existem várias tecnologias usadas para medição de volumes durante o abastecimento. As mais populares são blocos volumétricos de pistões ou de disco mutante, mas existem outras como medidores de engrenagens ovais, turbinas, ultrassônicos, etc.

Entre os populares, os medidores de pistões são os mais utilizados e normalmente apresentam um erro geral (somando-se acuracidade e receptibilidade) na ordem de 0,2%, quando novos. Com o uso e desgaste das peças internas esse erro aumenta e por isso são necessárias calibrações periódicas. Basicamente, cada medidor que for usado no seu processo soma 0,2% no erro total. Assim sendo, se você tem um tanque aéreo com medidor, que repassa para um caminhão de distribuição (teta) com medidor, que repassa para um comboio com outro medidor, que repassa para um tanque móvel com mais um medidor, seu erro mínimo esperado será aproximadamente soma dos quatro medidores e não deve ficar abaixo de 0,8%.

ERRO 4 – ENCERRANTE E MEIO DÍGITO

A maioria dos medidores de vazão são baseados em um mecanismo que se movimenta durante a passagem do líquido e que vai gerar o giro de um eixo que acionará um conjunto de engrenagens ou um pulser - quando se tratar de medidores eletrônicos.

Normalmente, o volume abastecido é apresentado com uma resolução de 100ml, ou seja 0,1 litro que, na prática, é uma boa resolução. Raramente as empresas exigem que a anotação do volume seja com resolução maior que essa, mesmo que o medidor apresente mais uma casa. Nos abastecimentos eletrônicos, normalmente se trabalha com duas casas.

Agora tome o seguinte exemplo: você realizou um abastecimento de 10,1 litros, mas na verdade o volume total foi 10,15 Litros. Na planilha será anotado 10,1 litros porque essa diferença de 50ml é insignificante para aquele abastecimento e, até aí, está tudo certo. Entretanto, essa pequena diferença de 50ml que não foi anotada, será somada no encerrante total do medidor. Na verdade, para todos os abastecimentos que são realizados sempre haverá uma pequena diferença que acabará sendo somada ao encerrante. Complicado? Vamos simplificar… se você somar todos os abastecimentos realizados em um determinado período e comparar com o encerrante total do medidor necessariamente deverá aparecer uma diferença que corresponde a soma de todas as pequenas diferenças de cada abastecimento.

Normalmente, o resultado do encerrante é um pouco maior do que a soma de todos os abastecimentos. Se, depois de milhares de litros abastecidos essa diferença for ZERO desconfie… você está recebendo números inventados, que foram calculados para que batessem.

Esses são os principais erros que impactam no seu processo de medição e controle de abastecimentos. De forma geral, erros abaixo de 1% são muito bons e mostram que seu processo está sob controle. Na verdade, a própria ANP (e o Fisco) consideram que um desvio de 0,6% é aceitável para postos de combustível, onde o controle é muito mais rígido. Erros maiores do que esses mostram que há falhas que devem ser tratadas e, se forem muito maiores, você está com problemas.

Mas, seja qual for o resultado de suas medições lembre-se: ZERO é um número impossível e demonstra claramente que você está sendo enganado, que os envolvidos estão fazendo contas para acertar os números e você precisa rever seus procedimentos.

Quer saber mais sobre como economizar combustível na sua frota? Conheça o Korth Guardian. Entre em contato conosco:

(16) 3416-1326

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Sistemas de software para armazenamento de informações de negócios, como os ERP´s e similares, são realidade dentro de empresas de todos os portes e fundamentais para a otimização de atividades, performance e tomadas de decisões gerenciais.

Não é de se estranhar a existência de uma infinidade de fornecedores de soluções em gerenciamento, cada qual com níveis diferentes de atividade e de integração com outros softwares e sistemas.

A Korth Rfid é atenta à pluralidade do mercado e tem como premissa a oferta e recursos simples e completos aos seus clientes. Com isso, ‘pensou’ e desenvolveu o Korth Guardian, líder no controle de abastecimento de frota, como uma solução completa, que não traz a necessidade de integração com sistemas de ERP para o funcionamento.

Porém, caso a contratante aspire a integração de dados coletados pelo sistema com o seu ERP, o Korth Guardian permite a ação pois sua base de dados é docmentada e acessível ao cliente. Sem qualquer custo adicional, disponibiliza toda a documentação e suporte à equipe de TI da empresa, além de oferecer, também, o serviço de integração aos clientes.

O Diretor da Korth RFID, Nelson Margarido, alerta que a decisão pela integração será sempre uma decisão da empresa. Porém sugere que integralização seja feita com o Korth Guardian por completo, e não somente aos equipamentos de automação do sistema. Isso garante à empresa a precisão total nos dados relativos a abastecimentos.

“O Korth Guardian é um gestor operacional de atividades relacionadas, especificamente, ao processo de abastecimento. Com isso, oferta inúmeros recursos que permitem a geração de relatórios e gráficos que normalmente não estão presentes em ERPs de mercado. Por isso, a orientação é que, com ou sem integração ao sistema, o software do Korth Guardian seja utilizado para a coleta dos dados”, finaliza.

SERVIÇO:

Consulte o guia de integração no site da Korth

Entre em contato com nosso time de consultores:

(16) 3416-1326

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A Korth Rfid mais uma vez marca presença no Congresso GATUA - Grupo de Áreas de Tecnologia das Usinas de Açúcar Etanol e Energia.

Realizado anualmente, o Congresso tem como objetivo reunir e aproximar profissionais de TI do Setor Sucroenergético, como forma de criar um ambiente para troca de experiências e compartilhamento de conhecimentos.

O 14º Congresso GATUA será realizado no próximo dia 21/09, sexta-feira, a partir das 7h30 em Ribeirão Preto (SP), e esta não é a primeira vez que a Korth participa do evento como palestrante.

Neste ano, o diretor industrial da Korth, Nelson Margarido, falará ao público presente sobre “As 10 regras fundamentais para o controle de combustíveis”. A palestra de Margarido está marcada para às 10h40.

Para o diretor, o Grupo GATUA, formado por mais de 300 usinas em 20 estados brasileiros apresenta-se como um importante catalisador do setor sucroalcooleiro.

“Os associados somam mais de 300 usinas em 20 estados do país. Trata-se de um dos principais espaços de fomento do setor; um importante congregador de informações sobre inovação, incorporação e desenvolvimento de tecnologias a serviço do campo”, opina Margarido.

GATUA 2018

DATA: 21 de setembro de 2018

HORÁRIO:  das 7h30 (credenciamento) às 18h10

LOCAL: Centro de Convenções JP Hotel. End: Rod. Anhanguera, Km 306,5, S/N - Jardim Roberto Benedetti, Ribeirão Preto (SP)

INSCRIÇÕES: (16) 3329-4281 ou (16) 98145-0445.

e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

OUTROS PALESTRANTES: Senior Noroeste Paulista, Grupo Ferrante, Unidata, StorageOne Veritas, Hexagon Agriculture, Net Corp Technology e Adopt TI Consultoria.

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Novo slogan e logotipo apresentam de forma clara a essência e as qualidades do principal sistema de abastecimento do mercado

A Korth Rfid, líder latino-americana no segmento de identificação por rádio frequência, apresenta ao mercado o novo slogan e logotipo do Korth Guardian - o mais preciso sistema de de abastecimento de frotas do mercado.

O SLOGAN

Mais Facilidade, Mais Segurança Mais facilidade, Mais segurança: A única maneira de se obter controle efetivo em abastecimentos de campo é garantindo a segurança na coleta e transmissão de dados aos servidor.  Por sua vez, a facilidade na coleta é fundamental para a captura e transferência dos dados de qualidade. O slogan escolhido pela Korth ~ Mais Facilidade, Mais Segurança ~ denota, então, os atributos fundamentais do Korth Guardian, frutos de investimentos constantes em Pesquisa & Desenvolvimento, tecnologias e capacitação profissional.   Entenda porque: Mais Facilidade: A Facilidade é expressa nos cartões de proximidade para identificação, que torna a utilização do dispositivo intuitiva, assim como na comunicação e transmissão de informações dos equipamentos para o software, feita através de rede Wifi. Também é possível contar com a facilidade de integração das informações do Korth Guardian com sistemas próprios de ERP e na manutenção do dispositivo KT48E, possíveis a partir da leitura de cartão de proximidade e dos softwares de apoio disponibilizados aos clientes pela empresa. Mais Segurança: Promover a Segurança total é a principal ‘razão de ser’ do Korth Guardian. Os equipamentos desenvolvidos e fabricados pela Korth e o software do sistema, oferecem 5 níveis de segurança contra desvios de combustíveis, para atender demandas de diferentes operações. À exemplo, os chaveiros e bocais anti-furtos,  a transmissão de dados para o servidor garantida pelo padrão FTB e os logs de serviço - que gravam tudo o que é feito em campo pelo operador,  na memória do sistema computacional.

O LOGOTIPO

O novo logo da Korth Guardian expressa e caracteriza a essência do sistema. Proteção, Segurança, Gestão, Monitoramento. A imagem, uma ‘gota’ de combustível envolvida por uma armadura, claramente denota a segurança que o sistema gera às operações. Korth Guardian. Mais fácil. Mais seguro.

A Korth Rfid investe constantemente em desenvolvimento de suas ferramentas e equipe para que você lucre mais. Entre em contato com nosso time de consultores.

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Especialista no Controle de Combustíveis há mais de 20 anos, a Korth reune dicas para você evitar desvios e fraudes em campo

Em quase toda cadeia de produção de commodities o gasto com combustíveis acaba se mostrando um dos principais custos do processo. Seja no agronegócio, movimentação de cargas e logística, mineração, pavimentação de rodovias e etc, o combustível deve ser controlado da melhor forma possível. Mesmo que o consumo de combustível no seu negócio seja relativamente baixo você deve ter um mínimo de controle para garantir que não haja desvios e fraudes em campo. Lembre-se que o combustível é muito fácil de ser revendido e as chances de você ser prejudicado são maiores se os controles forem frouxos. Se fizer abastecimentos em campo, com caminhões comboio, o problema é muito maior. Basicamente, se você possuir um tanque com uma bomba de combustível no seu negócio, tem que controlar.

Nesse texto reunimos algumas dicas de segurança que podem ser implementadas sem grandes dificuldades e nenhum investimento adicional. Trabalhando com controle de combustíveis há mais de 20 anos, já vimos todo tipo de trapaça e “truques” para desviar combustível.

1 – TENHA UM FORNECEDOR CONFIÁVEL

Quase sempre o processo de compra de combustível está relacionado apenas ao preço do litro que cada fornecedor oferece. Mas não adianta pagar o melhor preço pelo combustível e ter problemas no recebimento. De forma geral, se o preço do combustível for muito abaixo dos concorrentes, desconfie. Geralmente, as refinarias possuem bons mecanismos de medição de volume de combustível e costumam ser mais confiáveis, mesmo porque podem ser duramente punidas se fraudarem as medições. O mesmo se aplica para distribuidores maiores. Nesses casos, se houver fraude será no transporte e entrega do produto.

2 – SAIBA O QUE ESTÁ RECEBENDO

O primeiro controle que deve ser feito é o recebimento do combustível. Um processo ideal de recebimento de combustível deveria ter a medição de temperatura e densidade do produto no momento que o caminhão da distribuidora chega para descarregar. Mas esse é um processo relativamente complicado, que depende de treinamento e alguns equipamentos e, todos sabemos, na prática será difícil de ser realizado. Mas, pelo menos algumas medidas podem ser tomadas para garantir que você está recebendo o que comprou:

• O responsável pelo recebimento deve ser confiável e verificar pessoalmente se os níveis estão atingindo a seta de medição no interior dos tanques do caminhão. Também deve verificar os lacres das tampas de visita, se estão íntegros. Não adianta perguntar para o entregador se está tudo certo, tem que subir no tanque e ver com seus próprios olhos.

• Ao terminar a descarga de combustível deve-se verificar se todos os compartimentos do tanque do caminhão estão realmente vazios. Para fazer uma boa verificação é fundamental que todas as tampas estejam abertas. Muitos entregadores malandros manipulam as válvulas do tanque e transferem combustível entre os compartimentos durante a descarga, deixando um “saldo” no caminhão. Esse saldo pode ser de até 500 litros, dependendo do tamanho do caminhão e da habilidade do entregador. Mantenha todas as tampas abertas e verifique os compartimentos ao mesmo tempo.

• É importante também verificar o nível do seu taque após o recebimento. Indicadores de nível visuais ou réguas de medição podem ser utilizados mas lembre-se que esses instrumentos possuem erros muitos grandes e não vão te mostrar pequenas diferenças de volume, ou seja, você não pode confiar apenas nisso, tem que cumprir as duas etapas anteriores também.

3 – CONTROLE A SAÍDA

Nunca permita que o combustível saia do seu tanque ou do comboio sem que haja um registro. Basicamente, combustível é dinheiro e deve ser controlado da mesma maneira que você controla sua conta bancária. Pense nas informações que você tem que preencher num cheque quando quer fazer um pagamento. São as mesmas que você deve ter quando forem retirar seu combustível, quais sejam, QUANTO, QUEM, QUANDO e ONDE.

QUANTO: no cheque é representado pela quantidade de dinheiro e no combustível será o volume marcado pelo medidor da bomba. A leitura do odômetro e horímetro também são fundamentais aqui.

QUEM: quando se preenche um cheque há o campo do sacado (banco, número da conta, nome, etc) e o campo do beneficiado, onde você preenche o cheque nominal. Com o combustível se passa o mesmo, você precisa saber quem foi o responsável pelo abastecimento (comboísta, frentista ou o próprio condutor) e quem recebeu o combustível (número da frota, placa, etc). Também é interessante fazer o condutor ou operador da máquina assinar a anotação, pois isso faz com que mais gente fique envolvida e ajuda a diminuir as fraudes já que o medo de punição pode fazer os outros envolvidos fiscalizarem melhor a operação.

QUANDO: saber quando foi retirado o combustível é importante para evitar apontamentos fraudulentos. Por exemplo: uma determinada máquina foi abastecida duas vezes no mesmo dia mas seu consumo/hora não justifica isso.

ONDE: para pontos fixos deve ser indicado de qual tanque o combustível saiu (Bomba1, Bomba2, etc) para que você possa posteriormente conferir os encerrantes dos medidores. No caso do comboio, além de identificar qual comboio fez o abastecimento, você também pode indicar em qual localidade foi feita, por exemplo: lote 1, talhão 16, etc

4 – MANTENHA O FOCO

No item 3 acima sugerimos os dados que devem ser coletados para fazer um bom controle de abastecimento. Porém, isso merece uma reflexão cuidadosa. As pessoas não gostam de cumprir muita burocracia. Seja por que não entendem o que se está pedindo, seja porque não veem motivo para aquilo ou por simples preguiça, o fato é que as pessoas não gostam de preencher formulários e fornecer muitas informações. Você tem que conhecer sua equipe e saber o que se pode esperar dela. Nessa hora, vale a velha frase “mais vale um burro que me carregue do que um cavalo que me derrube”. O mínimo que se espera de um registro de abastecimento é identificação da frota, volume abastecido e km ou horímetro. Se você exigir muitas informações periféricas, os usuários começarão a preencher de forma mecanizada, colocando qualquer coisa apenas para se livrar daquilo. Logo começarão a dizer que esse procedimento é só fogo de palha e que não vai dar em nada. Se você não tiver como checar as informações é pior ainda, pois logo vão perceber que não interessa o que se coloque ali ninguém vai conseguir descobrir. Pronto! Seu controle acabou de ruir. O melhor é começar com o mínimo, aquilo que dá pra ser comprovado e mostrar que está de olho. Como pode um horímetro variar mais que 24 horas por dia? Como pode um tanque de 60 litros receber 80L? Broncas e punições podem ser necessárias nessa fase.

Outro detalhe importante é que os tanques grandes são mais suscetíveis a fraudes. É muito mais fácil desviar 40 litros de uma máquina com tanque de 800 litros do que de um caminhão com tanque de 100 litros. Se você tiver que exigir mais informações dos usuários, prefira fazer isso para os equipamentos com tanques grandes e deixe os pequenos para outra fase.

5 – CONHEÇA SEUS EQUIPAMENTOS

Sempre que se fala em controle de abastecimento e quase instantâneo se pensar nas médias de consumo de seus veículos e máquinas. Mas esse é um dos números mais difíceis de se conseguir na prática. Talvez se consiga números aproximados mas, conhecer as médias com precisão é mais complicado. Isso se deve a vários fatores com por exemplo:

• Condições de trabalho diferentes geram médias diferentes. Chuva, vento, tipo de implemento utilizado, peso transportado, velocidade média, e etc, afetam a média de consumo diretamente.

• Para saber as médias é necessário conhecer bem os odômetros e horímetros de cada veículo. O que parece fácil, na prática é bem mais complicado por causa dos erros de apontamento.

• Os dados que você possui atualmente já podem estar contaminados pelos desvios e fraudes.

Mas, se o cálculo de média não é um número confiável, você tem que saber pelo menos a capacidade do tanque de cada uma de suas máquinas para evitar que, por exemplo, abasteçam com 100 litros um tanque onde só cabem 60 litros. Outra informação importante é a média indicada pelo fabricante para, pelo menos, ter um indicativo de consumo esperado.

6 – FECHE TODAS AS SAÍDAS

De maneira geral os tanques de armazenamento, tanto fixos com móveis, possuem válvulas de drenagem, tampas de visita e outros pontos que podem ser abertos sem muita dificuldade. Você precisa identificar e fechar todos esses pontos com lacres ou mesmo cadeados. Se ficar um descoberto, é por ele que vai sair. Lembre-se também que tudo que foi fechado deve ser verificado de tempos em tempos. Se romperem um lacre e ninguém perceber, no outro dia estarão todos rompidos.

7 – MANTENHA SEUS MEDIDORES CALIBRADOS

A única ferramenta realmente obrigatória para quem pretende fazer um bom controle de combustível é um balde aferidor de 20 litros. Se você não tem compre assim que possível. Não é caro nem difícil de encontrar.

Esse dispositivo nada mais é que um reservatório de aço onde há uma marcação de volume bastante precisa. Nele cabem exatamente 20 litros aferidos pelo Inmetro.

Para que serve o balde de aferição? Todos os medidores volumétricos são aferidos pelo fabricante mas com o uso e desgaste começam apresentam variações na medida. Como essas variações ocorrem muito vagarosamente, os medidores possuem um ajuste mecânico que permite regular a folga do bloco e compensar o erro de medição. O balde aferidor serve exatamente para verificar o erro de medição que o bloco está apresentando e corrigir caso haja discrepância.

Normalmente as aferições dos blocos devem ser mensais e as calibrações podem ocorrer a cada seis meses.

De forma geral, blocos de pistão (Gilbarco, Wayne, Bremen) possuem um erro de 0,2% o que significa que no seu balde os 20 litros pode haver uma variação de ±40ml. Os blocos compactos, de disco nutante (Piusi, Fillrite), possuem um erro muito maior de cerca de 1%. Nesse caso, a variação no balde será de ±200ml. Se tiver dúvidas, no Youtube existem vídeos que mostram como se usa um balde aferidor

Porque tudo isso é importante? Uma das maneiras mais comuns de desviar combustível é exatamente alterando a calibração do bloco. Alterando-se a calibração, o indicador do bloco pode por exemplo, mostrar que saíram 20 litros, quando na verdade saíram 20,5 litros o que seria um desvio de 2,5%. Em 1000 litros isso significará 25 litros e em 10000 litros serão 250 litros. Essa diferença vai ficar sobrando no reservatório e poderá ser retirada sem que ninguém perceba.

Mas lembre-se! Aquele galão de plástico velho, que você sempre usou para aferir não serve. Galões de plástico ou qualquer outro reservatório não são feitos para isso e você não vai conseguir pegar pequenas diferenças na aferição.

8 – CUIDADO REDOBRADO COM TERCEIROS

O ideal é que o combustível próprio sirva apenas para abastecer suas máquinas e veículos e que os terceiros façam isso por sua própria conta. Porém, sabemos que na maioria das vezes isso não é possível, que o terceiro não tem estrutura para abastecer seus equipamentos.

Quando o abastecimento dos terceiros é feito por você, é necessário prestar atenção em duas situações distintas. Se você desconta os litros utilizados por ele na hora do pagamento dos serviços, a tendência é que ele suborne o frentista e faça com que menos combustível seja marcado na sua conta. Nesse caso, as máquinas do terceiro parecerão mais econômicas do que as suas.

Se você contrata a empreita a preço fechado e fornece o combustível, o terceiro pode simplesmente esvaziar o tanque colocando num galão e pedir outro abastecimento e, nesse caso, as máquinas dos terceiros parcerão gastar mais que as suas.

É óbvio que os terceiros muitas vezes são pessoas confiáveis e não farão isso mas, por se tratarem de empresas menores, com menos controles, as vezes seus próprios funcionários estão fazendo sem que eles saibam.

Lembre-se que desviar combustível em coluio com o terceiro é uma das maneiras mais fáceis e seguras de fraude. Isso porque abastecer o terceiro será uma operação comum, esperada e que não desperta desconfiança. É diferente por exemplo, quando o comboísta estaciona debaixo de uma árvore e abastece alguns galões, pois isso é suspeito, alguém pode passar e ver. No caso do terceiro, basta para o comboísta mau intencionado trocar os apontamentos no papel. Na prática, ele coloca 100 litros na sua máquina e 150 na máquina do terceiro, mas no papel ele aponta ao contrário. Os encerrantes vão bater e ninguém perceberá uma atitude suspeita.

Por isso, se for abastecer terceiros, mantenha para eles os mesmos controles que faz para suas máquinas, de forma que possa calcular suas médias. Se desconfiar de alguma coisa, troque de comboísta por um tempo e veja se os consumos continuam os mesmos.

9 – SEGURANÇA E OTIMIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

A agilidade no acesso aos dados, facilita a tomada de decisão. Essa premissa aplica-se cada vez mais no contexto atual, no qual trabalha-se com quantidades de dados cada vez maiores.

Hoje, ter esses dados armazenados com segurança, em uma base de dados simples e de fácil acesso, é de suma importância para auxiliar na tomada de decisão e no direcionamento de ações preventivas e corretivas, que podem impactar diretamente no controle de combustível, podendo gerar economia e evitar desvios ou desperdícios.

Tenha em mente a necessidade de um bom software ou planilha de gestão de dados, e a agilidade para que as informações de apontamento no campo cheguem até eles o mais breve e confiáveis quanto possíveis. Hoje no mercado de tecnologia da informação, existem diversas empresas que fornecem aplicativos de baixo custo, muitas vezes modulares à demanda do cliente, que podem auxiliar nos apontamentos operacionais que acontecem no campo. Eliminando a velha necessidade de preenchimento de fichas que além de imprecisas, geram uma cadeia de processos que vão do recolhimento junto aos operadores, ao lançamento dessas informações junto às bases de dados.

10 – O PREÇO DA SEGURANÇA É A ETERNA VIGILÂNCIA

Sim, aqui também você vai ver esse eterno clichê. Mas é verdade. Nós costumamos dizer que o controle de combustível é uma sala com 100 portas, onde você colocou um cadeado em cada uma. O problema é que se um cadeado for rompido e ninguém tomar uma atitude, nos próximos dias todos os cadeados serão rompidos e seu controle vai por água abaixo. Cada tentativa de se implementar um bom controle de combustível que falha, faz com que a próxima seja mais difícil de ser implantada pois os usuários deixam de acreditar e temer. Quase toda tentativa frustrada de implantar um sistema de controle de combustível tem isso em comum: no início há um esforço concentrado, treinamentos, acompanhamento em campo e etc. Aos poucos, o controle começa afrouxar, os usuários começam a fazer pequenos testes, cometendo um errinho proposital aqui e ali e percebem que não estão mais sendo observados. Daí, volta tudo como era antes. Tenha certeza, essa é a dica mais importante e também o procedimento mais difícil de se manter quando se trata de controle de combustíveis.

Se você se dispuser a fazer um bom controle de combustíveis tente dedicar um tempo fixo seu ou de um dos seus colaboradores para isso. Periodicamente alguém precisa verificar o que está acontecendo, verificar os lacres, os encerrantes, as médias e os saldos. De preferência, escolha uma pessoa que não tem muita relação com esse assunto, que não faça parte do processo de compras ou manutenção. Se você conseguir uma economia de 1 ou 2% poderá pagar essa despesa e ainda deve sobrar dinheiro no caixa.

Quer saber mais sobre como economizar combustível na sua frota? Conheça o Korth Guardian. Entre em contato conosco:

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Operações de campo da construção civil, mineração, portuárias, de agronegócio, entre outras, não são brincadeiras de criança!

O trabalho em condições extremas, com máquinas pesadas, caminhões de grande porte estão inseridos em contextos que exigem cuidados, principalmente aos profissionais em atuação, mas também às ferramentas de apoio ao trabalho.

Quando a tecnologia entrou em ação para facilitar o ‘trabalho pesado’, essa exigência aumentou: imagine o prestador de uma empresa realizando a ação de prospecção mineral e utilizando-se de um tablet para auxílio na coleta de informações. Enquanto ele manuseia o dispositivo, fragmentos de minérios são, possivelmente, lançados, atingindo o equipamento. Isso acontece, e com frequência, não só no setor de mineração mas em diversos outros ambientes de trabalho mais adversos.

Pensando nestas situações, foi lançado no mercado em 2015, o Turtur Case - um case sem ‘firulas’, cores vibrantes ou personagens infantis. Produzido em material dificilmente quebrável -ABS de alto impacto, santoprene e policarbonato, o Turtur case foi desenvolvido para proteger dispositivos em condições de trabalho difíceis. Sua estrutura robusta proporciona elevado nível de proteção ao tablet e, consequentemente, às informações coletadas através do dispositivo. O Turtur Case de fato protege os dispositivos de sua operação. O resto, é maquiagem!

Entre em contato com a equipe de vendas e conheça mais sobre o Turtur Case:

Tallys Marotti

Telefone: (16) 9 9199-1018

Skype: tallys.korth.br

e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Turtur Case

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