Automação de comboios no campo: por que o Fortfill se adapta tão bem à operação agrícola

Comboio de abastecimento agrícola Fortfill operando em campo aberto

Automação de comboios no campo: por que o Fortfill se adapta tão bem à operação agrícola

Automatizar um ponto fixo de abastecimento já exige equipamentos confiáveis. Quando o tanque, a bomba e o sistema de controle passam a viajar por estradas de terra, lavouras, florestas e áreas remotas, o desafio aumenta bastante.

Comboios trabalham sujeitos a vibração, poeira, chuva, impactos e grandes variações de temperatura. Muitas vezes operam longe da sede e sem cobertura de internet. Além disso, por abastecerem máquinas espalhadas por grandes áreas, são naturalmente mais vulneráveis a erros, desvios e abastecimentos não autorizados.

Foi justamente nesse tipo de operação que a arquitetura do Fortfill mostrou algumas de suas principais vantagens.

Menos eletrônica embarcada, mais robustez

No Fortfill, o celular do operador funciona como interface para a liberação e coleta das informações do abastecimento. Isso permite simplificar bastante a eletrônica instalada no próprio comboio.

O módulo Fortfill é compacto e robusto, com a eletrônica protegida por resina e o gerador de pulsos integrado ao conjunto. Com menos componentes, conexões e fiação exposta, diminuem também os pontos vulneráveis a vibrações, umidade, poeira e problemas mecânicos.

Essa característica é particularmente importante em equipamentos que passam boa parte da vida trabalhando fora do asfalto.

Do grande comboio à pequena pickup

Nem todo abastecimento agrícola é feito por grandes caminhões-tanque. Aviação agrícola, sondagem de solo, irrigação e diversas operações de apoio utilizam pequenos tanques, muitas vezes com menos de 1.000 litros, instalados sobre pickups.

Também são comuns as chamadas melosas: carretas-tanque puxadas por tratores.

Para essas aplicações, o Fortfill Junior pode ser instalado diretamente em medidores compactos de disco nutante. O resultado é um conjunto pequeno, resistente e adequado inclusive a instalações onde praticamente não sobra espaço para equipamentos adicionais.

Esse tipo de medidor também apresenta boa tolerância às condições encontradas no campo, onde o combustível nem sempre chega ao sistema nas condições ideais de limpeza.

O controle vai até a máquina

A portabilidade do celular resolve ainda outro problema típico dos comboios.

Em sistemas convencionais, o operador normalmente precisa voltar até o coletor instalado no comboio para digitar informações e liberar o abastecimento. Só que as mangueiras podem ser bastante longas e o acesso à máquina nem sempre é simples.

Com o Fortfill, o operador leva o controle até a máquina.

É ao lado dela que pode fazer a identificação, conferir informações e registrar dados como o horímetro. Isso reduz deslocamentos desnecessários e, principalmente, diminui a necessidade de memorizar ou anotar informações para cadastrá-las depois.

Quanto mais próximo o registro estiver do momento e do local onde o abastecimento realmente acontece, maior tende a ser a confiabilidade da informação.

NFC: a máquina precisa estar presente

A identificação por NFC acrescenta uma característica particularmente interessante para operações móveis.

As etiquetas utilizadas pela Korth possuem proteção eletrônica contra cópia e são instaladas de forma que sua remoção as inutiliza. Como o NFC já está presente em grande parte dos celulares atuais, não é necessário utilizar um leitor específico.

Mas existe uma vantagem operacional ainda mais importante: para liberar o abastecimento, o operador precisa estar próximo da própria máquina identificada.

Um chaveiro pode ser retirado de uma máquina e levado para outro lugar. Uma etiqueta NFC instalada nela, não.

Na prática, isso ajuda a manter o comboio bloqueado quando não existe uma máquina autorizada nas proximidades, acrescentando uma barreira simples contra liberações indevidas em locais isolados.

E quando não existe internet?

No campo, essa não é uma exceção. Em algumas operações é simplesmente parte da rotina.

Atividades florestais, agrícolas e de sondagem podem permanecer dias ou até semanas em regiões com cobertura limitada. Por isso, o funcionamento da automação não pode depender permanentemente de conexão com a internet.

Os dados podem permanecer armazenados no celular até que seja possível transmiti-los. Como o aparelho é portátil, muitas vezes basta levá-lo até uma região com cobertura para realizar a comunicação, sem deslocar o comboio ou interromper sua operação.

O próprio Fortfill mantém ainda registros dos últimos abastecimentos, criando uma camada adicional de segurança para recuperação das informações.

A lógica é simples: equipamentos podem apresentar problemas. Perder os dados do abastecimento é que não pode fazer parte da rotina.

Se houver um problema, a solução precisa ser simples

Esse talvez seja um dos pontos menos lembrados quando se escolhe uma automação para o campo.

Um coletor eletrônico exclusivo que apresente defeito em uma fazenda distante pode depender de assistência especializada, envio de equipamento e tempo de espera. Um celular, por outro lado, pode ser substituído rapidamente e possui assistência técnica disponível praticamente em qualquer cidade.

No Fortfill, a mesma filosofia foi aplicada ao equipamento instalado no comboio. O módulo eletrônico é preso por quatro parafusos e utiliza um único conector, permitindo uma substituição rápida nos raros casos de falha crítica.

Para uma operação que não pode ficar parada, facilidade de manutenção não é detalhe de projeto.

O equipamento continua evoluindo depois de instalado

A utilização de um app traz ainda uma vantagem importante no longo prazo: novas funções podem ser incorporadas por software, sem necessidade de substituir a automação já instalada.

Recursos como controle de lubrificantes com medidor, controle de ARLA e leitura de horímetro por reconhecimento de imagem são exemplos de funcionalidades acrescentadas dessa maneira.

Celulares incorporam continuamente mais capacidade de processamento, melhores câmeras e novos recursos de segurança. Isso permite que o sistema continue evoluindo e recebendo novas funções, muitas vezes apenas por meio de atualizações de software.

Em outras palavras, o que você compra hoje não fica congelado no tempo.

O equipamento instalado no comboio pode permanecer o mesmo enquanto o aplicativo continua evoluindo e ampliando suas possibilidades de uso.

Uma automação pensada para trabalhar onde o combustível está

Na agricultura, a máquina não vai até o posto. O posto vai até a máquina.

Por isso, uma automação para comboios precisa acompanhar essa realidade. Precisa suportar o ambiente, funcionar longe da internet, facilitar o trabalho do operador, garantir a identificação da máquina e preservar os dados mesmo quando alguma coisa dá errado.

O Fortfill combina uma eletrônica embarcada simples e robusta com a capacidade do celular que o operador já leva para o campo.

O resultado é uma solução que pode atender desde pequenas pickups e melosas até grandes comboios de abastecimento, mantendo o mesmo princípio: controlar cada litro sem complicar a operação.

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies. Saiba mais