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Terça, 23 Fevereiro 2021 11:52

Recebimento do combustível vamos nivelar essa conversa – Parte 2

Nelson Luís Margarido

Nelson Luís Margarido

Dir. Industrial na Korth RFID Ltda
Engenheiro Mecânico pela USP São Carlos

Controle de Combustível para empresas - RECEBIMENTO DO COMBUSTÍVEL: VAMOS NIVELAR ESSA CONVERSA – PARTE II

O controle de combustível para empresas é um “trabalho de formiguinha” no qual cada centavo importa e no final do mês a soma de pequenas diferenças pode se transformar em um prejuízo enorme.

Seguindo com nossa conversa sobre recebimento de combustível, vamos tratar agora dos procedimentos envolvidos dentro da sua empresa com a chegada do caminhão tanque e a descarga do produto, destacando alguns pontos sobre controle de combustível para empresas. O recebimento e descarga do CT (caminhão tanque) envolve duas condições importantes, que devem ser observadas com todo cuidado. A primeira é a segurança física no processo que visa evitar incêndios, vazamentos e outros acidentes. A segunda é garantir o recebimento de todo o combustível transportado e evitar pequenos furtos que podem ocorrer nesse processo.

SEGURANÇA

Quando tratamos de manipulação de combustíveis líquidos, a coisa mais importante a se ter em mente é que combustíveis não são explosivos por si só, são apenas combustíveis, o que basicamente quer dizer que pegam fogo. Porém, a movimentação e estocagem de combustíveis geram vapores que quando misturados ao ar formam atmosferas potencialmente explosivas. Isso significa que qualquer fonte de ignição (faísca, ponto concentrado de calor, chamas, etc.) podem detonar a explosão dos vapores e posteriormente gerar um incêndio no combustível que ainda está na sua forma líquida. A formação de atmosferas explosivas ocorre em muitos processos de armazenagem, não só com líquidos e gases inflamáveis, mas também com materiais sólidos como pó de açúcar e serragem.

É fundamental que no recebimento sejam observadas as medidas de segurança, como isolamento da área, sinalização, posicionamento dos extintores, uso de EPIs e, principalmente, aterramento do CT e baldes de coleta. O constante movimento do combustível dentro do CT pode gerar eletricidade estática em todo o veículo. O caminhão está isolado do solo pelos pneus, que não conduzem eletricidade, e acaba se comportando como se fosse uma bateria. Quem nunca tomou um choque ou sentiu uma faísca pular quando entra no carro? Principalmente no inverno quando usamos roupas de lã, ou quando o tempo está muito seco? Esse “choque” chama-se descarga eletrostática e pode gerar faíscas com alguns centímetros de distância. O que ocorre com o CT é basicamente a mesma coisa, qualquer condutor elétrico colocado nas imediações do caminhão pode gerar uma faísca (ou centelha) com alto risco de detonar a atmosfera. Aliás, isso é exatamente o que ocorre com o acendedor elétrico de fogões (quem já usou um Magiclick?). Por essas razões, o aterramento do CT é tão importante. É um procedimento muito simples e rápido e garante que não haja centelhamento durante a manipulação dos mangotes e válvulas.

Outro risco sério durante a descarga do CT, mas que é tratado com alguma displicência, é o risco de quedas. O topo da carreta de combustível normalmente se encontra há quase 3 metros do solo. Os tanques são lisos e arredondados, sem pontos para se agarrar no caso de um escorregão. Lembre-se que o ambiente dos pontos de abastecimento costuma ter algum resíduo de óleo no chão, o que deixa os calçados mais escorregadios. Por isso, é fundamental que a guarda esteja levantada quando se sobe no caminhão para verificar os lacres ou conferir a descarga. Se você tiver dúvida sobre os procedimentos de segurança durante a descarga do CT, existem vários vídeos no Youtube que tratam desse assunto, como esse por exemplo: Clique aqui para visualizar exemplo.

GARANTIA DE RECEBIMENTO

Um processo ideal de recebimento de combustível deveria ter a medição de temperatura e densidade do produto no momento que o caminhão da distribuidora chega para descarregar. Mas esse é um processo relativamente complicado que depende de treinamento e alguns equipamentos e, todos sabemos, que na prática será difícil de ser realizado. Mas, pelo menos algumas medidas podem ser tomadas para garantir que você está recebendo o que comprou:

- O responsável pelo recebimento deve ser confiável e verificar pessoalmente se os níveis estão atingindo a seta (bola) de medição no interior dos tanques do caminhão. Também deve-se verificar se os lacres das tampas de visita e das válvulas portinhola estão íntegros. Os lacres devem coincidir com os mencionados na nota fiscal. Não adianta apenas perguntar para o entregador se está tudo certo, é necessário subir no tanque e ver com seus próprios olhos. - Verifique a nota fiscal de entrega e o Boletim de Conformidade do combustível. Nunca aceite combustíveis sem Boletim de Conformidade. Se possível, tenha um termômetro e um densímetro para conferir os dados do boletim. Nesse link, https://www.brasilpostos.com.br/noticias/gerenciamento-do-posto/aprenda-a-fazer-os-testes-de-qualidade-em-combustiveis/, você encontra uma descrição detalhada do procedimento de teste de qualidade de combustíveis e verá que não é tão complicado e muito menos oneroso do que imagina. - Ao terminar a descarga de combustível deve-se verificar se todos os compartimentos do tanque do caminhão estão realmente vazios. Para fazer uma boa verificação é fundamental que todas as tampas estejam abertas. Mantenha todas as tampas abertas e verifique os compartimentos ao mesmo tempo. Você sempre deve usar uma lanterna certificada EX Zona 0 para verificar o interior dos tanques. Procure restos de combustível ou se há algum objeto estranho dentro do tanque. - Tenha em mente durante o recebimento dos combustíveis que todo o combustível contido no tanque pertence ao comprador. Isso significa que todos os componentes envolvidos no processo, encanamento, balde de gotejamento, válvulas portinhola, mangotes, bomba, etc., devem ser drenados para concluir a entrega. Só para se ter uma idéia, em um mangote com 8 metros de 2,5 polegadas, cabem cerca de 32 litros de combustível. Na bomba cabem de 5 a 10 litros. - A área onde o CT for estacionado para fazer a descarga deve ser o mais plana possível. Porém, muitas vezes isso não ocorre, principalmente em tanques tipo skid que podem ser colocados em qualquer lugar. Nesse caso, você deve exigir que o entregador abra as válvulas do lado contrário à inclinação do caminhão. Se o CT tiver válvula apenas em um dos lados, garanta que ele estacione o caminhão de forma que o mesmo fique inclinado na direção do seu tanque. - É importante também verificar o nível do seu tanque após o recebimento. Indicadores de nível visuais ou réguas de medição podem ser utilizados, mas lembre-se que esses instrumentos não são 100% exatos e não vão te mostrar pequenas diferenças de volume, ou seja, você não pode confiar apenas nisso e deve cumprir as etapas anteriores também.

Seguindo essas dicas você pode diminuir as perdas de combustível durante o procedimento de recebimento. Sempre tenha em mente que o controle de combustível para empresas é um “trabalho de formiguinha” no qual cada centavo importa. Em raras circunstâncias, os roubos são descarados com centenas de litros desaparecidos. Normalmente são 20 litros aqui, 30 litros ali e assim por diante. Porém, considerando-se que operação é contínua, no final do mês a soma dessas pequenas diferenças podem formar um número bem mais relevante, situação que poderia ser bem diferente utilizando um aplicativo de controle de combustível para frota de veículos que proporcionaria um maior controle de gastos com combustível da sua empresa.

Nos próximos blogs vamos tratar da medição dos níveis de tanques fixos e conciliação de resultados. Você vai entender porque isso é tão complicado e porque os números nunca batem.

Veja abaixo as características gerais do KT49OH:

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