O crescimento das operações de entregas urbanas aumentou a importância da eficiência logística no chamado last mile, a etapa final da entrega até o consumidor. Em um cenário de fretes mais caros, margens pressionadas e desaceleração do varejo, empresas que conseguem operar com mais controle e previsibilidade ganham vantagem competitiva.
Segundo dados do IBGE, o varejo brasileiro fechou 2025 com crescimento de apenas 1,6%, indicando um mercado mais seletivo e menos tolerante a desperdícios operacionais. Nesse contexto, o controle de combustível deixa de ser apenas uma prática administrativa e passa a desempenhar papel estratégico na sustentabilidade financeira das operações.
A última etapa da entrega é tradicionalmente uma das mais caras da cadeia logística. O last mile concentra variáveis difíceis de controlar, como trânsito urbano, múltiplas paradas, reentregas, tempo ocioso e consumo elevado de combustível.
Além disso, o diesel representa cerca de 35% do custo operacional do transporte rodoviário de cargas, segundo a CNT, tornando a gestão eficiente do abastecimento um fator decisivo para proteger margens e manter competitividade.
Controle de combustível como ferramenta estratégica
Em operações urbanas, pequenas perdas diárias podem gerar impactos significativos ao longo do tempo. Desvios, falhas de abastecimento, consumo fora do padrão e falta de rastreabilidade criam um chamado “custo invisível”, muitas vezes difícil de identificar sem tecnologia adequada.
Nesse cenário, soluções de controle de abastecimento e automação ajudam empresas a monitorar consumo por veículo, motorista e rota, permitindo decisões mais rápidas e baseadas em dados confiáveis.
Tecnologias baseadas em RFID, por exemplo, automatizam a identificação de veículos, validam abastecimentos e reduzem falhas manuais, aumentando a segurança operacional e a confiabilidade das informações.
Eficiência operacional e competitividade
Para Nelson Margarido, da Korth RFID, a tendência é que o mercado de last mile continue relevante, mas com uma dinâmica cada vez mais seletiva.
“Empresas que dependem apenas de volume podem enfrentar maior pressão caso a demanda desacelere. Já aquelas que conseguirem operar com mais eficiência, previsibilidade e controle terão melhores condições de preservar margens e manter competitividade.”
A gestão inteligente do abastecimento permite transformar dados em informação estratégica, ajudando empresas a reduzir desperdícios, melhorar produtividade e aumentar eficiência logística.
Mais do que reduzir custos, o controle de combustível passa a ser uma ferramenta essencial para empresas que precisam fazer mais com menos em um mercado cada vez mais competitivo.CONTROLE DE COMBUSTÍVEIS EM LOGISTICA URBANA



