Korth comenta em matéria na Transporte Mundial e revista O Carreteiro

controle de abastecimento elétrico

Korth comenta em matéria na Transporte Mundial e revista O Carreteiro

O crescimento da frota eletrificada nas operações urbanas torna o controle do carregamento, o planejamento e a gestão de energia fatores decisivos para a viabilidade das frotas elétricas.

Com o avanço do número de veículos comerciais elétricos, especialmente nos centros urbanos, a capacidade dos transportadores de gerir o consumo de energia e organizar a recarga das baterias pode determinar o sucesso da operação. A eficiência passa a depender da capacidade de monitorar e planejar o consumo, transformando a gestão das frotas, embora a transição energética no transporte de cargas esteja ocorrendo de forma gradual. Trajetos curtos, cargas mais leves e a possibilidade de recarga noturna tornam o modelo adequado para as operações com veículos livres do motor a combustão. Mesmo assim, um dos desafios relevantes é o processo de carregamento das baterias, como lembra Nelson Margarido, diretor de operações da Korth, empresa brasileira especializada em tecnologia para controle e automação de abastecimento. Ele lembra que, diferentemente do abastecimento com diesel, a recarga elétrica pode demandar horas, condição que exige planejamento logístico e organização. “Sem isso, o tempo de recarga pode se transformar em perda de produtividade. Por esse motivo, a eletrificação tende a avançar primeiro no transporte urbano leve”, observa. 

ELETROMOBILIDADE 

O executivo destaca que a eletrificação introduz novos elementos como a gestão e o controle do consumo de energia, que oferecem vantagens importantes em termos de auditoria e rastreabilidade. “Enquanto o abastecimento com combustíveis líquidos envolve etapas como armazenamento, medição e transporte, o carregamento elétrico ocorre em um processo único, monitorado por sistemas digitais”, observa. Nelson Margarido acrescenta que os carregadores já nascem integrados a sistemas eletrônicos de registro de dados, o que permite acompanhar o consumo em tempo real. Além disso, o risco de desvios é menor, pois a energia não exige armazenamento físico em tanques nem movimentação logística interna. “Outras soluções, como biodiesel, bio metano e sistemas híbridos também deverão desempenhar papel relevante na transição do setor. Nesse cenário, a gestão eficiente da energia, seja diesel ou eletricidade, torna-se um dos fatores mais estratégicos para a competitividade”, afirma. 

Automação reduz custos operacionais 

Independentemente da fonte de energia, a automação do abastecimento pode gerar ganhos importantes. Conforme ele explica, sistemas eletrônicos de controle costumam proporcionar economias entre 3% e 5% no gasto total, principalmente ao reduzir perdas operacionais e melhorar a qualidade das informações. “Em muitos casos, os resultados surgem logo após a implantação. A consolidação dos ganhos, no entanto, aparece ao longo de seis meses, com um histórico consistente de dados”, diz. Mesmo diante dos desafios, um dos principais argumentos a favor da eletrificação continua sendo o Custo Total de Propriedade (TCO). Esse indicador considera o preço de compra e todo o custo de operação, incluindo energia e manutenção. Margarido lembra que motores elétricos possuem menos componentes móveis, o que reduz custos de manutenção ao longo do tempo. Outro aspecto envolve a durabilidade das baterias. Diferentemente da percepção comum, a degradação é gradual. Após oito ou dez anos, período típico de garantia, as baterias ainda podem manter entre 85% e 90% de sua capacidade original. Além disso, surge um mercado de manutenção e recuperação de células capaz de ampliar ainda mais a vida útil desses sistemas. 

VEÍCULOS ELÉTRICOS

A eletrificação tem a seu favor o menor custo de manutenção do veículo, elimina tanques de armazenagem, movimentação logística e oferece menor risco de desvios.

Fonte: Transporte Mundial e Revista O Carreteiro.

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